segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Provocações
Andei um pouco afastado, apenas observando ao redor para ver se era mais fácil provocar ou ser provocado pelas pessoas, resultado: nenhum e nem outro. Estamos vivendo dias difíceis. Confesso que me aproximei muito da provocação no que tange a assuntos do cotidiano, violência, economia, educação, mas em nenhum momento vi um ou outro sujeito levantar a bandeira e gritar “deixa pra mim”. É, tenho um velho amigo, irmão de estrada que diz o seguinte, “assim como são as coisas, são as criaturas”, hehe. Não sem bem o que ele quer dizer com isso, mas sei que isso é o que ele diz em tempos de crise e quando não se consegue mirar novos heróis, ou, para não deixar alguém com muita moral e que não mereça, apenas um breve salvador. Ah, por falar em novos heróis, salvadores e afins, n’outro dia li um relato de alguém que assistiu como outros tantos o filme Tropa de Elite. Pois é. O camarada afirmou categoricamente que criticar o filme é coisa de esquerda e que não iria tardar os radicais esquerdistas iriam começar a bombardear o filme dizendo que só mostraram o lado ruim da comunidade carioca, drogas, violência e tals. Daí eu pergunto: precisa ser de esquerda para criticar alguma coisa, mesmo que essa coisa seja um filme? A propósito, eu sou um homem da esquerda, sou fiel às minhas ideologias e, no entanto acho que o filme é uma obra de arte, verdadeira e que, ao contrário do que alguns dizem, em momento algum tentou inventar um novo herói através do capitão Nascimento, que, aliás, de santo não tem nada. Ai, ai, e aqui vamos nós de novo, provocar para ser provocado e buscar constantemente a provocação para que esta se torne a ira de uma sociedade em torno da solução dos problemas comuns do povo.
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