terça-feira, 18 de setembro de 2007

Maxixe, a dança proibida

O maxixe foi a primeira dança urbana criada no Brasil. Surgiu nos forrós da Cidade Nova e nos cabarés da Lapa, Rio de Janeiro RJ, por volta de 1875. Conhecido como a “dança proibida”, era dançado em locais mal-vistos pela sociedade como as gafieiras da época que eram freqüentadas também por homens da sociedade, em busca de diversão com mulheres de classes sociais menos favorecidas. Considerado imoral aos bons costumes da época, além da forma supostamente sensual como seus movimentos eram executados foi perseguido pela Igreja, pela polícia, pelos educadores e chefes de família. Sua entrada nos salões elegantes das principais capitais brasileiras foi terminantemente proibida até que, em 1914, Nair de Tefé, primeira dama do país, esposa do então presidente Hermes da Fonseca, iria escolher um maxixe, o "Gaúcho" ou "Corta-jaca", de Chiquinha Gonzaga, para ser executado ao violão, nos jardins do Palácio do Catete, para escândalo de todo o país.
Mais tarde o maxixe estendeu-se aos clubes carnavalescos e aos palcos dos teatros de revista e enriqueceu-se com grande variedade de passos e figurações.

O Rio Grande x o Maxixe

A polêmica chegou ao Rio Grande do Sul e aos poucos começa a chegar também em Sant’Ana do Livramento. Grupos que em outros tempos valorizavam apenas os ritmos regionais, adotaram o Maxixe como fator diferencial em seus bailes e shows despertando a ira dos mais ferrenhos defensores da cultura pura do Estado proibindo de vez a participação de alguns artistas em algumas festas.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Volmir Coelho no Villa Serralta

Um dos artistas mais consagrados da música nativista de Sant’Ana do Livramento, vencedor do prêmio de música mais popular da 8ª edição do Festival de Fronteira Um Canto Para Martin Fierro, Volmir Coelho, sobe ao palco na noite desta sexta-feira no Restaurante Villa Serralta para apresentar o seu novo show e o CD De Campo e Raiz em mais uma edição do projeto Nossos Músicos/Unimed. O espetáculo tem início previsto para às 21h com entrada franca. Durante o show, o artista apresentará ao público grande parte das músicas que consagraram a sua carreira juntamente com um dos maiores sucessos da música de Sant’Ana o Livramento, o xote Loco de Mau.

Canta Livramento


A partir de hoje o Fogão Negrinho do Pastoreio passará a ser o local mais musical de Sant’Ana do Livramento. A nova safra de músicos, poetas, intérpretes da cidade inicia a disputa pelo primeiro lugar na 6ª edição do Pastoreio da Canção. Andei dando uma espiada nos trabalhos que serão apresentados e, sinceramente, estou com dó dos jurados pois eles terão pela frentes uma missão duríssima. E dá-lhe gurizada !!! Eu vou lá, e tu ?

sábado, 8 de setembro de 2007

Uma pausa...




Peço desculpa aos amigos que acessam este humilde espaço para mostrar um pouco da outra face de Sant'Ana do Livramento, ou seja, aquela que os governantes insistem em dizer que não existem e que nós mesmos deixamos de ver muitas vezes. É preciso que comecemos a observas os nossos semelhantes com outros olhos. É preciso que entendamos que ainda há tempo para mudar o que parece imutável. Talvez as imagens não tenham o poder de sensibilizar a todos, porém, espero que os puros de coração, os sensíveis de verdade se sintam tocados e começam agora a repensar Sant'Ana do Livramento como uma cidade de TODOS e não apenas das elites e dos turistas. Este (à esquerda) era um morador de rua, 84 anos de idade, ex-caminhoneiro, sem família, abandonado à propria sorte. Tive a honra de fazer uma reportagem mostrando o drama vivido por este homem que atingiu a idade que muitos de nós iremos atingir. Atualmente ele vive em um sítio em Sant'Ana do Livramento. Deixou as ruas graças ao olhar sensível de um anônimo santanense. A direita, um grupo de santanenses que precisa cavocar nas toneladas de lixo proveniente das residências da cidade atrás de tudo aquilo que possa ser reciclado. Sem equipamento de proteção, abandonados pela sorte, é dali, do lixo que eles retiram o seu sustento. Será que não mereciam uma sorte melhor ?

Quanta bobagem...

Outro dia participando do programa Conversa de Fim de Tarde na Rádio RCC FM, um ouvinte ligou e perguntou porque é que são trazidos tantos grupos de fora de Livramento durante a Semana Farroupilha e não são valorizados os grupos locais. Ora bolas, essa é uma discussão antiga, eu explico. Esta cidade tem a mania de apreciar e super valorizar tudo aquilo que é fabricado lá fora, mas desta vez eu estou tranqüilo. Todos os grandes grupos que estarão tocando em Sant'Ana do Livramento têm entre os seus integrantes no mínimo um músico santanense, ou seja: TÔ MORRENDO DE RIR PORQUE SEM SABER ELES ESTÃO CONTRATANDO E PAGANDO OS SALÁRIOS DOS NOSSOS CONTERRÂNEOS. QUEREM MESMO SABER? TÔ ACHANDO UM BARATO, TÔ RINDO DA CARA DOS OTÁRIOS QUE PENSAM QUE ESTÃO MANDANDO O DINHEIRO PARA FORA E ELE VAI RETORNARP RA CASA. Agora, falando sério, bem que os organizadores poderiam parar de falar bobagem e pensar em um plano de shows para serem apresentados durante todos os dias no centro né ? afinal de contas, sonhar não custa nada...

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Morre o tenor das multidões

A música lírica perdeu um dos seus últimos tenores à moda antiga. O cantor Luciano Pavarotti morreu hoje, no início da manhã, em Roma (início da madrugada no Brasil), aos 71 anos, em decorrência de um câncer no pâncreas. Campeão de vendas de discos, Pavarotti foi um dos responsáveis por levar a aura de popstar dos cantores clássicos a patamares nunca vistos desde a época do grande Enrico Caruso (1873 – 1921). O tenor lutava havia mais de ano contra a doença. Ainda em 2006 enfrentou uma cirurgia para a retirada do tumor. Em agosto último, piorou e foi novamente internado por duas semanas, após as quais recebeu alta e se recuperava em casa. Há coisas que nos deixam perplexos. Pavarotti era um ser de luz em um corpo mortal. Trazia para milhões de pessoas a certeza de que Deus existe e faz com que estes seres especiais deixem – através de seu dom – a verdadeira paz. Que a paz esteja com Luciano Pavorotti, pois o céu acaba de ganhar um grande tenor.