sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Irondina e sua cruz



Cada um carrega a sua cruz. Na verdade acho que todos nós carregamos várias cruzes, o difícil é que alguns desistem de suportar o peso e resolvem pedir ajuda a terceiros fazendo com que os outros carreguem, além das suas, as nossas cruzes. Guerreira, iluminada, batalhadora, exemplo, enfim, tudo o que vocês desejarem ela é. Quem ? Irondina Xavier, santanense, 49 anos, aí na foto ao lado, ela está carrando toras de lenha que seriam diminuidas na força dos braços já cansados para serem vendidos posteriormente com o objetivo de alimentar a família com o dinheiro da lenha vendida. O reconhecimento ? sim ela já obteve, de fora da cidade. Irondida recebe no dia 27 de novembro na capital do Estado, o prêmio concedido aos gaúchos que fazem a diferença, assim como ela. Grande pessoa, grande mulher, exemplo de mãe, exemplo de força.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Provocações

Andei um pouco afastado, apenas observando ao redor para ver se era mais fácil provocar ou ser provocado pelas pessoas, resultado: nenhum e nem outro. Estamos vivendo dias difíceis. Confesso que me aproximei muito da provocação no que tange a assuntos do cotidiano, violência, economia, educação, mas em nenhum momento vi um ou outro sujeito levantar a bandeira e gritar “deixa pra mim”. É, tenho um velho amigo, irmão de estrada que diz o seguinte, “assim como são as coisas, são as criaturas”, hehe. Não sem bem o que ele quer dizer com isso, mas sei que isso é o que ele diz em tempos de crise e quando não se consegue mirar novos heróis, ou, para não deixar alguém com muita moral e que não mereça, apenas um breve salvador. Ah, por falar em novos heróis, salvadores e afins, n’outro dia li um relato de alguém que assistiu como outros tantos o filme Tropa de Elite. Pois é. O camarada afirmou categoricamente que criticar o filme é coisa de esquerda e que não iria tardar os radicais esquerdistas iriam começar a bombardear o filme dizendo que só mostraram o lado ruim da comunidade carioca, drogas, violência e tals. Daí eu pergunto: precisa ser de esquerda para criticar alguma coisa, mesmo que essa coisa seja um filme? A propósito, eu sou um homem da esquerda, sou fiel às minhas ideologias e, no entanto acho que o filme é uma obra de arte, verdadeira e que, ao contrário do que alguns dizem, em momento algum tentou inventar um novo herói através do capitão Nascimento, que, aliás, de santo não tem nada. Ai, ai, e aqui vamos nós de novo, provocar para ser provocado e buscar constantemente a provocação para que esta se torne a ira de uma sociedade em torno da solução dos problemas comuns do povo.